Revigorar o potencial humano é sinônimo de impulsionar uma gestão extraordinária

É importante observar que a gestão é composta de pessoas e estas por sua vez devem zelar pelo bem patrimonial e humano, como toda uma estrutura organizada e pensada para o bem comum

Refletir sobre a concepção de uma vida dotada de princípios e atitudes que determinam comportamentos variáveis, além da perspectiva quanto a uma narrativa capaz de unir pensamento e ações positivas, é determinante caracterizar quando se trata de uma sequência de ações significativas de incomparáveis personagens que atendem as necessidades reais. Pierre Bordieu, influente sociólogo francês, entende que conceber a vida em um estágio coordenado de eventos é ceder ao que ele chama de “ilusão retórica”.

A saber, o próprio sociólogo afirma que tornamo-nos “ideólogos de nossa própria vida”. Então, como na prática podemos precisar e convencer que somos especiais e capazes de ultrapassar qualquer situação no trabalho confiado, a ponto de ser extraordinários e à medida que exercemos nossas atividades e encargos com postura ética, somamos diversos níveis positivos em relação a obedecer a uma razão teleológica. Ou seja, é importante observar que a gestão é composta de pessoas e estas por sua vez devem zelar pelo bem patrimonial e humano, como toda uma estrutura organizada e pensada para o bem comum.

Essa breve explicação nos orienta da seguinte maneira: de um lado um trabalho exercido pelo gestor que pensa, articula, organiza, lidera um espaço com estratégia sua atividade administrativa, de outro lado, a missão ministerial que se estende com toda dedicação o serviço vocacionado. Eis o “potencial” avaliado pelos seus colaboradores que participam com mérito e respeito, favorecendo que a gestão seja partilhada e comprometida.

Esse é um ideal que deve ser alcançado com determinação e persistência, porque no que diz respeito à vida proposta por uma reflexão objetiva e partindo de um senso crítico, na gestão eclesial também poderá fazer essa reflexão ponderada quando existe um comprometimento salutar e verdadeiro por todos os envolvidos. Na gestão não há apenas “personagens”, mas sim gestores que administram todos os bens, pois quem delega tal capacidade de gerir com perspectiva idealizada por uma convicção vocacional, certamente, colhe frutos em abundância e merecidamente potencializados.

Faça um comentário