Práxis, empreendedorismo e gestão – II

Empreendedor: uma forma de ser, do indivíduo que desenvolve competências e habilidades para transformar seus sonhos em projetos viáveis

O tema continua em sua segundo observação a respeito de uma gestão voltada para a prática e empreendedorismo. Este assunto tão discutido, como também muitas pessoas se aventuram nesse exercício profissional com o objetivo de acrescentar algo em sua vida, como protagonistas de sua fórmula para o sucesso. Esse quesito realmente cultuado por muitos que experimentam empreender, causa efeitos positivos para enaltecer seus ideais. Então, nosso intuito é apenas mostrar que aquele sujeito que empreende mantém sua energia programada para a bem sucedida atividade em qualquer nível de empreendimento.

Portanto, em torno do conceito de “empreendedor” há muitas visões que se entrelaçam (ÉSTHER, 2014, p 11-12). Resumidamente, ele ou ela pode ser compreendido como:

1º. Alguém que abandona a condição de empregado, inicia o seu próprio negócio e o mantém ativo e rentável.

2º. Empresa ou organização de sucesso que promove inovações de produtos, serviços e processos, mantendo-se à frente de seus concorrentes.

 3º. Pedagogia de trabalho e de gestão, visando formação contínua dos líderes de uma organização, para que se mantenha viva e atuante (educação empreendedora).

4º. Papel desempenhado por pessoa(s) que realizam significativas inovações no seu setor de atuação, aumentando a produtividade e gerando excelentes resultados (intra-empreendedorismo).

5º. Em sentido extenso, proprietário ou gestor de empresa que atua de forma extraordinária, reconhecida no mercado.

Além disso, o conceito de empreendedor extrapolou o campo do mercado. Caracteriza-se também como:

a) Fundador de uma nova organização, que capta oportunidades latentes e responde de forma criativa a uma demanda da sociedade. Para isso, mobiliza pessoas e recursos

b) Uma forma de ser, do indivíduo que desenvolve competências e habilidades para transformar seus sonhos em projetos viáveis

c) Por fim, considera-se ainda o empreendedor social: cidadão, comunidade ou instituição que gera valor social, ao introduzir processos que promovem inclusão social, cuidado com o meio ambiente, empenho pela paz e outras causas humanitárias.

Isso significa que o empreendedor possui uma visão do todo, usufruindo de atitudes e intenções baseadas em uma determinação pessoal e confiante. É um indivíduo ousado em virtude de um compromisso não isolado, mas em comum, pois é por meio de ações conjuntas, entre colaboradores de iguais ou semelhantes habilidades, os empreendimentos se destacam para alcançar a vitória.  Otimismo sempre!

Referências

BAGGENSTOSS, Salli, DONADONE, J. Cesar. Empreendedorismo social: reflexões acerca do papel das organizações e do estado in: Gestão e sociedade · Belo Horizonte · volume 7 · número 16 · p. 112-131, janeiro/abril 2013.

DOLABELA, F. Pedagogia empreendedora. São Paulo: Cultura, 2003.

ÉSTHER, A. Brigato. Empreendedorismo: Contexto, Concepções e Reflexões. Comunicação no VII Encontro de Estudos Organizacionais da ANAPAD (2014).

DRUCKER, P. Administração de Organizações sem fins lucrativos. São Paulo: Pioneira, 2006.

KOTLER, P. Marketing de A a Z. São Paulo: Campus, 2003.

MURAD, A. Gestão e Espiritualidade. São Paulo: Paulinas, 2010.

 

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