Comunicação eclesial, simbolismo e as novas tecnologias

As novas tecnologias da comunicação promovem cultura que afetam profunda e decisivamente a maneira de ver o mundo e também inserirmos em uma realidade presente, tendo em vista quem são os interlocutores e como efetivar boas estratégias para comunicar a partir de uma reflexão eclesial

A comunicação humana é um mecanismo que se atribui a um processo artificial, ou seja, existem meios pelos quais a pessoa se utiliza de artifícios para atingir seus objetivos, bem como descobre ferramentas e instrumentos simbólicos com o intuito de organizar sua evolução a contento criando o aperfeiçoamento à curiosidade de interagir com os demais semelhantes. Este exercício acompanha a história da humanidade quando deseja se comunicar bem e melhor.

A comunicação é expressa por meio de gestos, sons, palavras, desenhos, escrita, sinais sonoros, etc, manifestando em si mesma a capacidade de constituir seus meios técnicos para ampliar a condição humana de transmitir sua mensagem. Hoje existe um sentimento evolutivo em comunicação estratégica, porque há uma cultura e uma política que oferecem um campo de ação multidisciplinar. Isto significa que há métodos específicos para conquistar o espaço cada vez mais idealizado por uma comunicação criativa e que atende às mais variadas necessidades no universo das relações humanas.

Esse breve conceito pode antever o que poderemos compreender acerca do tema que nos propõe esta apresentação, argumentando e apresentando alguns pontos convergentes sobre a realidade comunicacional na Igreja. A ideia é observar alguns pontos que ajuda o leitor compreender e também aplicar em sua realidade de trabalho e missão. A comunicação na Igreja é multidisciplinar. Essa é uma forma de idealizar e analisar os meios de comunicação que vem atribuindo de forma inovadora, a exemplo das mensagens papais sobre o ‘dia mundial da comunicação’.

Para adentrar em um assunto abrangente, necessita de uma investigação apurada, mas nosso intuito é apresentar algumas fontes educativas que mostram como a Igreja faz da comunicação o caminho para unir cada vez mais seus membros ativos e que por vocação, enquadra esquemas prévios para contribuir em um diálogo seguindo os “sinais dos tempos”, em virtude de um conteúdo rico para que o conhecimento da realidade seja compreendido de maneira universal e construa uma responsabilidade dinâmica interpretando uma comunicação virtuosa.

Segundo o Documento 100 da CNBB, “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia” é notável a evolução das novas tecnologias, avanço da informática e experiências inimagináveis, que circundam a atmosfera da comunicação. E acima de tudo, é importante acompanhar esses exemplos notados que formam meios extraordinários quando se define os elementos para qualificar o relacionamento a partir de um conhecimento previamente construído. Ou seja, quando nos aportamos em uma realidade positiva de círculos nutridos pelo evangelho, a visão dos interlocutores se apura e vislumbra um convívio originário do entendimento em um processo reflexivo, mas com uma produção revitalizada quando se tem o apreço pelo desenvolvimento dos meios de comunicação enquadrados na realidade eclesial. Esse desenho mental é bom ressaltar a renovação enaltecida pelo incentivo presente na Igreja. Desse modo, acredita-se em um modelo de ação muito próximo quando a Igreja impulsiona esse dinamismo comunicativo para promover a unidade e força do evangelho em meio institucional e social.

Para Moisés Sbardelotto, Mestre e Doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos, e autor do livro “E o Verbo se fez bit: a comunicação e a experiência religiosas na internet“, Editora Santuário, explica que “a Igreja sempre se apropriou dos meios de comunicação disponíveis em cada época da história. E isso sempre foi feito de diversos modos e com diversos enfoques. Se pensarmos a situação de hoje, com o avanço da comunicação digital, vemos que esse movimento comunicacional foi demandando toda uma reestruturação não apenas do pensamento da Igreja sobre a comunicação, mas das suas próprias práticas específicas. Além disso, quando dizemos “a Igreja”, temos que nos lembrar que não estamos falando apenas do Vaticano, mas de todas as demais realidades diocesanas e locais, nas diversas partes do mundo”, completa Sbardelotto.

Portanto, as novas tecnologias da comunicação promovem cultura que afetam profunda e decisivamente a maneira de ver o mundo e também inserirmos em uma realidade presente, tendo em vista quem são os interlocutores e como efetivar boas estratégias para comunicar a partir de uma reflexão eclesial.

Faça um comentário