A simbiose dos talentos na comunidade

No mundo moderno é comum ouvir pessoas expressarem que a felicidade é o caminho para a realização pessoal e profissional, embora nem sempre essa expressão esteja associada às organizações, pois a palavra felicidade se traduz objetivamente por ‘satisfação’ ou ‘motivação’. Contudo, enfatizamos que teoria sobre motivação é um meio utilizado para se atingir os objetivos de muitos trabalhos realizados nas instituições. Vermos que as pessoas agem conforme a vontade e, dessa forma, teoricamente, a motivação gera satisfação naquilo que fazem. Logo, discutir sobre este tema nos provoca diversas tomadas de decisão, tendo em vista que segundo Freud, não há limites para os desejos e aspirações humanos.

Nesse sentido, não vamos aqui discorrer sobre conceitos ou receitas para se conquistar a ‘felicidade’, mas sim indicar que em diferentes realidades em que você, leitor (a), se encontrar, tem a oportunidade de criar soluções para tal investimento que é subjetivo, mas que traz “satisfação” para o desenvolvimento pessoal e comunitário. Na verdade, o que me ocorre é que em nossas paróquias e comunidades religiosas, sempre estão abertas para o novo. Uma novidade apresentada por Jesus Cristo, quando Ele mesmo apresenta um caminho para que possamos realizar bem as coisas e com “motivação”, isto é, “a um deu cinco, talentos, a outro dois, e um ao terceiro: a cada qual de acordo com a própria capacidade” (Mt  25,15). Faço essa associação pelo fato de que é preciso se arriscar e lançar à ação, para que os dons recebidos frutifiquem e cresçam. Talvez seja um ingrediente para que em nossas instituições religiosas tenham cada vez mais sabedoria para aprimorar a gestão, de forma que a comunidade de fiéis participe com seus talentos, aprendendo com os erros e os acertos.

A promoção da convivência fraterna

As relações humanas contribuem para um diálogo profundo entre as pessoas. Mas para promover esta comunhão no contexto eclesial, é necessário que o gestor ou gestora de comunidade observe como se deve conduzir este processo de convivência. Contudo, com base na revelação cristã, especialmente ligada à riqueza de potencializar os relacionamentos, entendo que compreender esta dinâmica requer discernimento e, indiscutivelmente, ter o cuidado de estimular seus colaboradores em virtude de uma experiência única e vocacionada. Isto é, acerca da novidade da mensagem de Cristo por meio do Evangelho, compreendemos que estas relações admitem um aprendizado mútuo, como faz o próprio Jesus quando fala da gratuidade nas relações (cf. Lc 6, 27-36),  mostrando que a vida em uma sociedade justa e fraterna, as relações devem ser gratuitas à semelhança do amor misericordioso do Pai. Esta conduta define os propósitos de um gestor (a) que almeja um aprendizado cujo modelo tem uma lógica intrínseca, ativa e, acima de tudo, motivada pelos ensinamentos do Mestre.

Diante da experiência comunitária, abraçamos mutuamente com espírito fraterno o chamado para desempenhar bem e melhor nosso trabalho com afinco e perseverança, “e isto se comprova ser de máxima importância para os homens que cada dia são mais dependentes uns dos outros e para o mundo que incessantemente se unifica mais” (GS 273).

Pense nisso!

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